Eu sou da geração 24 horas online, que fala com tudo com todos ao mesmo tempo. Temos toda cultura do mundo e nada sabemos.
Eu sou da geração do é normal. É normal ser gay por uma noite, ou por todas as noites e se dizer hetero. É normal ter filho e não precisar criar, é normal beber, fumar, usar todas as drogas, é normal transar, transar pelo simples fato de você já está lá. É normal ser de todos e não ser de ninguém, é normal a pilula do dia seguinte.
As gerações passadas consquitaram a liberdade, o uso da camisinha, do anticoncepicional, nos ensinaram que informação é tudo. E nós? Nós pegamos isso e jogamos tudo no lixo. A aids e outras doenças vem voltando com tudo graças a rapidinhas e esquecidinhas, assim como os bebes filhos de mães que tomam anticoncepicional mais errado que horário de ônibus.
Temos a internet, os celulares o acesso e o poder de dizer tudo, e passamos a vida em sites de relacionamento vendo fotos, marcando baladas e programando zueiras. Ganhamos carros que nossos pais não tinham na nossa idade para sairmos alucinados pelas ruas.
E mesmo você amiguinho que assiste filme que não passa no cinema, que usa óculos grande e camisa xadrez. Se diz (ou se faz) cult, ouve samba e faz download de bandas desconhecidas e novas cantoras da mpb, fuma seu cigarro na calçada do buteco ao som de algo retrô e ri do playboy com sua garrafa absolut. Você faz o que? Você é aquele demagogo, assim como o colarinho branco que você exculaxa embreago. Você é o anticristo das versões passadas de você. A acostumado ao que tem e nada faz pra mudar, pra contagiar. Vive nesse mundinho underground se achando o superior, mas recebe o dinheiro da mamãe no fim do mês pra pagar o aluguel que você antes de pagar ja gastou.
Eu me considero, nos considero a geração do disperdicio, com mil oportunidades escorrendo pelos dedos! Acomodados, trocando de roupas, celulares, acessórios, amigos, corpos e amores. Querendo gastar ao máximo e não aproveitar as oportunidades que só nós temos.
1 comentários:
"somos os filhos da revolução
somos burgueses sem religião
nós somos o futuro da nação..."
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