A inquietação é minha inspiração, é tão incrivel como a combinação com melancolia enche linhas de cardernos em branco. O papel sem preenche da palavras que traduzem sentimentos, sentimentos que acabam por me inquietar. A tristeza, ou só a falta de alegria ao longo da existencia humana foi a principal autora dos mais belos poemas, textos, livros... Só se concentra aquele que não tem motivo para esbanjar alegria. Todo aquele que escreve, mesmo que só sua fraze no msn tem dentro de si um filosofo depressivo que grita poemas pra sua libertação. Libertar seu filosofo nada mais é do que tentar comprender seus sentimentos mais obscuros.
Dizem que a ignorancia traz alegria, imediatamente penso que só escreve o "não ignorante", sendo assim só o triste escreve.
domingo, 9 de dezembro de 2007
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2 comentários:
êêêê
Bom, eu não acho que só escreva quem é triste.
Quem escreve revela e não revelamos só coisas tristes.
A tristesa é um estar em mim, assim como qualquer outro sentimento frequente. Então poderia dizer até que o riso é um estar em mim?
Não escreve quem é triste, escreve quem busca a verdade, quem desafia a dor e a alegria. Quem aguenta, não sem dor, o peso da descoberta.
;**
Eu acho que escrever é correr risco: nunca se sabe em que um texto vai resultar. Verdades se revelam no papel ao escrevermos, e nem sempre queremos ficar cientes daquelas verdades. Um texto eterniza sentimentos e lembranças, e escrever é tarefa áruda e satisfatória, algo que nem todos conseguem. Não é simples criar algo do nada, externar pesamentos/sentimentos/emoções de maneira inteligível. Quem escreve aceita o risco da exposição e do julgamento.
Eu creio que o "escrever" advém da necessidade de externar, de livrar-se daquelas palavras, não advém necessariamente da tristeza. porém, textos com tons de melancolia são sempre muito bonitos e intensos do que os que expressam alegria. Talvez seja a melancolia um impulso maior para escrever, além da necessidade.
;*
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